Sinais cada vez mais claros da ditadura militar em 2020

Acabou se tornando rotineira a reunião de pessoas que apoiam a atual gestão do governo federal aos domingos, em frente ao Palácio do Planalto. Ontem, a programação ganhou um capítulo a mais. Diante da manifestação de grupos de apoio ao atual chefe do Executivo federal (o leitor há de estranhar não encontrar o nome; explico abaixo), o atual ocupante do cargo de presidente da República sobrevoou com um helicóptero oficial a manifestação.

Não satisfeito, decidiu cumprimentar os manifestantes montado a cavalo. A imagem talvez não faça parte da memória de muitos brasileiros. Mas foi na ditadura militar do Brasil, na década de 1960, que as manifestações eram repelidas pelas forças policiais montadas a… cavalo!

A presença do mandatário maior da Nação, ontem, em plena Praça dos Três Poderes, tem uma simbologia. É a demonstração de que os traços ditatoriais estão cada vez mais vivos em pleno ano de 2020. Não por acaso, recentemente um dos zeros do presidente da República insinuou uma possível “ruptura” entre as instituições. Ele mesmo que recomendou o fechamento do guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal com “um jipe, um cabo e um soldado”.

Voltando ao início do texto, não posso citar o ocupante da Presidência da República com seu nome e sobrenome, com as devidas inicias maiúsculas porque, como se vê, é alguém que defende o caos. Aliás, foi o caos que o elegeu. Não é momento para o caos. Não precisamos do caos, se queremos manter o nosso status de país emergente, com visão de futuro.

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