O novo cenário na política nacional e os impactos para 2022

O Congresso Nacional elegeu ontem (1º de fereveiro) seus novos dirigentes. Arthur Lira na Câmara Federal e Rodrigo Pacheco para o Senado. Para muitos, o saldo da escolha, com candidatos apoiados pelo Palácio do Planalto, dará uma folga maior ao atual presidente da República na busca pela reeleição, projeto que ele nutre desde o primeiro dia que ocupou a cadeira da Presidência da República.

Entretanto, não é algo assim tão fácil como se imagina. O senador Rodrigo Pacheco, após eleito presidente do Senado pelos próximos dois anos, pregou a independência dos poderes. No exercício do mandato, ele votou a favor de algumas matérias governamentais, mas se colocou contra algumas outras, a exemplo das chamadas pautas sociais, que o presidente da República tanto fala e joga para os seguidores dele.

Arthur Lira, por outro lado, deixou bem claro o papel que assumiu, de segurar os pedidos de impeachment apresentados pela oposição. Além disso, Lira é um defensor das pautas municipalistas, que ele não pensará duas vezes em colocar adiante. Afinal, ele também pensa na renovação do mandato, em outubro do próximo ano. Com isso, a fatura para o Planalto será alta e, apesar de governista, a relação não será tão simples.

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