Fake news: empresas de telefonia dizem que estão combatendo fraudes com chips de celular

As empresas de telefonia têm bloqueado milhões de chips clandestinos, que usam até CPFs de pessoas mortas para espalhar notícias falsas. Quem garante é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A informação foi passada ontem, durante mais uma audiência da CPMI das Fake News, na Câmara Federal. O assunto está no radar da CPI Mista após depoimento de um ex-funcionário da empresa de marketing digital Yacows. Segundo Hans River do Nascimento, a empresa usava listas de CPFs, obtidos sem autorização dos titulares, para cadastrar chips telefônicos e ativar contas de WhatsApp, que eram usadas para distribuir propaganda política.

O superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, Gustavo Santana, explicou como a agência reguladora tem atuado nessa área. “Nós pedimos um plano de ação para que as empresas dificultem mais esse tipo de associação indevida. As operadoras já iniciaram essas ações. Existe, inclusive, um portal público que chama Cadastro Pré e o cidadão pode fazer uma consulta sobre o seu CPF, se existe alguma linha associada a ele que ele não tem conhecimento. Aí ele pode entrar em contato com aquela operadora e pedir a desassociação”, esclareceu ele.

Por outro lado, os representantes das empresas de telefonia disseram que elas não podem monitorar o conteúdo das conversas on-line, porque isso fere o direito à privacidade e porque essas conversas são criptografadas, apesar de garantirem que todas as operadoras estão trabalhando para aumentar o rigor quanto ao registro de novos chips.

Agência Senado

Lídice da Mata pediu punição à pratica das fake news

A relatora da CPMI, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), disse que está convencida de que, no Brasil, empresas estão se especializando em espalhar fake news para destruir reputações. Ela defendeu que a prática seja duramente combatida. Como as chamadas fake news estão na pauta de discussões, também é necessário que cada usuário saiba que distribuir e divulgar notícias falsas passou a ser considerada uma prática criminosa no País.

Com informações da Agência Câmara

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