29 de junho de 2022

Junho Vermelho: Qual é a importância da doação de sangue?

Junho é o mês dedicado à conscientização para doação de sangue. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue no país, o que corresponde a 1,6% da população brasileira. Embora o percentual de doadores esteja dentro da recomendação da OMS, de que pelo menos 1% da população seja doadora, é necessário aumentar esse índice, para manter os estoques de sangue em níveis seguros.

A psicóloga Carolina Mariz doa sangue regularmente há quatro anos. Ela conta que tinha curiosidade para saber como funcionava a doação. Na mesma época, ela viu uma postagem que pedia doação de sangue para uma pessoa e decidiu doar. Depois que viu que o processo era seguro e descomplicado, passou a ir com frequência.

“Gosto de pensar que um dia pode ser eu ou alguém próximo a mim precisando, e o melhor incentivo que posso dar é o exemplo. Além de trazer alguns outros benefícios, como isenção em alguns concursos, o lanche e até folga do trabalho. Uso isso para conscientizar quem está à minha volta”, relata.

Mitos X Verdades

A doação de sangue ainda é cercada por alguns mitos. Marta Cavalcante, professora do curso de Enfermagem da UNIT/AL, conta que alguns dos mitos são: com a doação, a pessoa ficaria sem sangue no corpo; o período menstrual é afetado; a doação daria fraqueza corporal; o sangue do doador afinaria.

“Medo de contaminação, falta de orientação e conscientização da importância do ato. Tudo isso impede a captação de novos doadores. Mas podemos mudar isso através de ações educativas, promovidas por utilidades diversas, tais como: sala de espera de atendimento assistenciais; propagandas; folhetos informativos, a respeito da conscientização da necessidade de seres humanos que dependem de sangue como esperança de vida”, explica Marta.

A professora ainda complementa: “Infelizmente, a doação de sangue não tem as mesmas intensificações que outras causas fortemente abraçadas. Na doação de sangue, se faz necessário uma voz mais ativa de informações e conscientização da sociedade, quanto a necessidade de ser um ator ativo na atitude de salvar vidas. É preciso desmistificar certos mitos e chamar a responsabilidade quanto ao próximo, que através de um ato simples, pode mudar um cenário tão doloroso”.

Como se tornar um doador?

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente.

Os requisitos para doar sangue são estar com bom estado de saúde e seguir os seguintes passos:

· Estar alimentado. Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue.  Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.

·   Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.

·  Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.

·   A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres.

·  O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Confira abaixo as unidades em Alagoas onde é possível doar sangue:

• HEMOAL (Unidade Trapiche) – Rua Dr. Jorge de Lima – Trapiche – Maceió

• HEMOAL (Unidade Farol) – Hospital do Açúcar – Farol – Maceió

• HEMOAR – Hemocentro Regional de Arapiraca – Rua Geraldo Barboza Lima – Arapiraca

• UCT de Coruripe – Unidade de Coleta e Transfusão – Vizinha ao Hospital Municipal de Coruripe – Coruripe

• Agência Transfusional da Maternidade Santa Mônica – Poço – Maceió/AL

• Agência Transfusional da Santa Casa de Misericórdia de Penedo – Penedo

• Agência Transfusional da Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos – São Miguel dos Campos

• Agência Transfusional do Hospital Regional Santa Rita e Maternidade Santa Olímpia – Palmeira dos Índios

• Agência Transfusional do Hospital Clodolfo Rodrigues – Santana do Ipanema

• Agência Transfusional da Unidade de Emergência do Agreste – Arapiraca

• Agência Transfusional do Hospital Geral do Estado – Maceió

Por Anna Sales – Algo Mais Consultoria e Assessoria

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