14 de outubro de 2021

Como resolver o dilema entre trocar de emprego ou mudar de área

Nestes quase dois anos de pandemia, muita gente ficou com a renda reduzida e muitos, infelizmente, perderam o emprego. Todas essas questões levaram ao aumento da insatisfação com a trajetória profissional. É geralmente neste momento em que vem o questionamento: devo trocar de emprego ou mudar de área?

Neste processo, é fundamental que o profissional tenha um autoconhecimento dos seus pontos fortes e pontos a melhorar, quais os cursos que deve ter para atuar na nova área que almeja, e, especialmente, por que deseja mudar.

“Essa é uma dúvida cruel para muitos profissionais. Quando isso acontece na trajetória de um profissional, geralmente, ele está passando por alguma situação em seu trabalho que não está legal, algo que faz ele não gostar mais da sua área de atuação, e aí, como mudar de área? Como fazer esse processo de transição de carreira?”, diz a coordenadora do Unit Carreiras, Polyana Barbosa.

Ela ressalta que esse é um processo natural e que tem se tornado cada vez mais frequente, e entre os motivos também está o aumento da longevidade da população e, consequentemente, a vida produtiva do profissional é maior, sendo possível que ele mude de carreira várias vezes. “Aquela profissão antiga não faz mais sentido, ela percebe que o propósito de vida dela está em outra área, então ela começa uma transição de carreira”, completa.

Como fazer a transição

Uma vez identificada a necessidade e a motivação para mudar, é necessário realizar uma transição, em um movimento cuidadoso e planejado.

“Aos poucos a pessoa vai investindo na sua formação para atuar na nova área. Com capacitações ou um novo curso, preenchendo o seu currículo com novas habilidades para que quando surja uma oportunidade naquela determinada área, ela esteja realmente preparada”, relata Polyana Barbosa.

E ela fala com a propriedade de quem já realizou este movimento: formada em Relações Públicas e tendo atuado sempre na área comercial, sua insatisfação a levou para a Psicologia quando já tinha mais de 30 anos e uma carreira estabelecida. Trabalhando de dia para se manter e fazendo faculdade à noite para seu novo rumo, ela migrou de área e tem se destacado justamente no aconselhamento de carreiras.

“Não é fácil, mas quando você quer, tem força de vontade e determinação, você consegue. Aos 34 anos, eu fui estagiar, voltei alguns passos, mas foi muito enriquecedor para mim. Isso me deu ainda mais segurança e quando terminei aquele estágio, eu estava totalmente preparada para encarar o mercado, que foi o que aconteceu: assim que me formei, consegui um emprego na minha nova área porque somei todas as minhas experiências anteriores, agreguei tudo no meu perfil profissional e no currículo e isso fez toda a diferença. Não foi sorte, foi foco e um planejamento”, conclui.

Por Ascom GT e Ascom Unit/AL

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