19 de julho de 2021

“Bolsonaro mente para a população sobre a urna eletrônica”, afirma defensor público Othoniel Pinheiro

O Presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 19, em encontro com apoiadores pela manhã, quando afirmou que o processo eleitoral com urna eletrônica no Brasil é fraudulento. Bolsonaro afirmou novamente que sua prioridade é o voto impresso para as eleições de 2022, reforçando que “eleições não auditáveis não é eleição, é fraude”.

O Defensor Público e Professor Doutor em Direito Othoniel Pinheiro lamenta esse posicionamento por parte do Chefe do Executivo, afirmando que as urnas eletrônicas são totalmente auditáveis em todas as fases do processo, que envolve a inserção do programa, a lacração, a votação e a divulgação dos resultados.

“É um absurdo que o Presidente da República tente desacreditar o sistema de votação eletrônica utilizando-se de mentiras e delírios para inflamar os seus seguidores contra a Justiça Eleitoral, pois todo o trabalho do TSE é feito na mais ampla publicidade e fiscalização, que envolve, inclusive, o teste de segurança com ataques de hackers e o total acompanhamento do Ministério Público, da Polícia Federal, da OAB, dos partidos políticos e de outros que queiram acompanhar os trabalhos”, argumenta Othoniel.

Porém, o voto impresso tende a ser barrado na Câmara dos Deputados depois que o Presidente do TSE, Ministro Luís Roberto Barroso, reuniu-se com parlamentares para discutir a proposta no dia 21 de junho. De acordo com Bolsonaro, após o encontro, diversos parlamentares que eram a favor do voto impresso mudaram de opinião sobre o tema.

Nesse panorama, Othoniel Pinheiro afirma que o próprio Bolsonaro sabe que as urnas são confiáveis, mas que faz questão de propagar mentiras contra o TSE com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral de 2022.

“É importante que a população não dê credibilidade a esses delírios do Presidente da República ou correntes mentirosas de whatsapp e procure se informar por órgãos oficiais” finaliza Pinheiro.

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