20 de agosto de 2020

Dia Nacional do Ciclista: desafios da mobilidade urbana na pandemia e atuação municipalista

Dia 19 de agosto foi instituído como Dia Nacional do Ciclista para lembrar a morte de um ciclista atropelado em Brasília em 2006. Para incentivar e dar mais segurança para o uso das bicicletas no trânsito, tramitam no Congresso Nacional vários projetos, os quais a Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha.

Alguns já viraram leis, como o Programa Bicicleta Brasil (PBB) – Lei 13.724/2018 -, conquista de 2018, que contou com articulação da entidade e da União de Ciclistas do Brasil (UCB) para sua aprovação. Agora há um esforço conjunto para a regulamentação do programa junto ao governo federal.

Nesse sentido, o movimento municipalista e diferentes organizações integram o Grupo Gestor da Estratégia Nacional da Bicicleta. O Grupo de Trabalho, liderado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e pela UCB, tem como objetivo criar diretrizes para o PBB.

Ações enfrentamento da pandemia
Recentemente, a CNM participou do primeiro webinar da campanha Bicicleta para Futuros Possíveis, cujo objetivo é discutir, entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o uso da bicicleta durante e após a pandemia do novo coronavírus. Vários Municípios têm registrado aumento do uso desse meio de transporte, principalmente em deslocamentos de curta distância.

Isso ocorre porque as pessoas estão trocando os veículos em que há aglomeração ou risco de transmissão da Covid-19 pelo meio individual e mais seguro do ponto de vista sanitário. Muitos usuários também encontram na bicicleta uma alternativa para a saúde, por ser uma atividade física, que ainda contribui para a melhora da qualidade do ar. Soma-se ao uso para fins pessoais o uso comercial, com os serviços de entrega por aplicativo.

Cidades em todo o mundo têm implementado ciclovias temporárias para viabilizar deslocamentos seguros durante a pandemia do novo coronavírus e evitar que usuários do transporte coletivo migrem para carros e motos. Aos poucos, a prática ganha corpo na América Latina, inclusive no Brasil. De acordo com a área de Trânsito e Mobilidade da CNM, essa é “uma oportunidade de ouro para fortalecer a mobilidade urbana por bicicleta”. Mas, para isso, a entidade alerta que são necessárias intervenções emergenciais que incorporem boas práticas de segurança viária.

Da Agência CNM de Notícias

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