27 de junho de 2020

AMA acompanha critérios do governo para reabertura da economia coronavirus

O governador Renan Filho divulgou, nesta sexta-feira (26), durante coletiva de imprensa on-line, o detalhamento da matriz de risco que orientará o estado para a evolução das fases de distanciamento social controlado em Alagoas.

A matriz de risco, composta por 3 eixos estratégicos – utilização da capacidade hospitalar instalada, evolução epidemiológica e taxa de evolução da Covid-19 – tem 6 indicadores para análise dos dados da Covid-19 em Alagoas. Os números desses indicadores serão analisados semanalmente, tomando como recorte as semanas epidemiológicas, e detrminarão se o estado poderá evoluir ou involuir dentro da escala de Distanciamento Social Controlado, que está dividida em cinco fases: vermelha (fase atual), laranja, amarela, azul e verde, de acordo com o Decreto 70.145, publicado no Diário Oficial de 22 de junho de 2020.

O secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, explicou que cada aferidor receberá uma bandeira de acordo com os resultados obtidos: vermelha, laranja, amarela, azul e verde – sendo a bandeira vermelha a que representa o cenário mais preocupante e a verde a que apresenta os melhores resultados. De acordo com Fabrício, as bandeiras servem como parâmetro de norteamento para a tomada de decisão a partir de agora.

“Na prática, a avaliação final dessa transição vai ser feita todo início de semana, depois de fechada a semana epidemiológica, no sábado, com a análise dos dados já no domingo. E, na segunda-feira, ouvindo os especialistas da saúde e outros atores do Governo, o Estado vai tomar uma decisão. As transições de fases, no final, vão depender da avaliação a cada início de semana com os dados da semana anterior e como estão esses alinhamentos das bandeiras. Categoricamente, isso vai depender de uma análise também da Saúde para chegar uma decisão final”, explicou.

Desde o início da pandemia no estado, o Governo de Alagoas tem priorizado o diálogo com a ciência. De acordo com o secretário da Saúde, Alexandre Ayres, o estudo foi elaborado com dados técnicos, analisando as semanas epidemiológicas para se ter conhecimento sobre a maneira de encontrar um cenário para que a evolução de fases ocorra e seja possível conviver com a doença.

“Temos um cenário de tendência de estabilização na capital e isso não foi feito com base em achismos. A gente tem acompanhado esses números com nossa equipe de epidemiologia e com os nossos infectologistas, que têm observado uma diminuição do fluxo nas centrais de triagem e da ocupação dos leitos da UPAs, por exemplo. Com base nessa matriz de risco, nós vamos acompanhar semanalmente os dados com esses parâmetros e esses eixos apresentados e, com isso, num debate com a ciência e os técnicos, vamos apresentar, semanalmente, as possibilidades de ampliação do distanciamento ou de permanência na mesma faixa naquela semana”, explicou.

Renan Filho destacou, ainda, que a matriz de risco foi construída com componentes técnicos, com eixos estratégicos e com indicadores claros que nortearão as decisões do estado nos próximos meses. O governador esclareceu que o Governo será dinâmico em relação às decisões tomadas com bases nos indicadores, ou seja, poderá retroceder fases se a situação se agravar.

“Acredito que na próxima semana sairemos do isolamento social clássico para um novo sistema de distanciamento social controlado, em que a gente avalia semanalmente os indicadores e toma decisões a partir deles. O governo será dinâmico em relação às fases, assim como é dinâmica a doença. Nós vamos continuar conduzindo o estado com toda a prudência, serenidade e com a transparência necessária para que a gente possa vencer essa pandemia juntos”, afirmou.

Assessoria

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