15 de fevereiro de 2020

Campanha do TJAL combate violência contra mulher no carnaval

Magistrada e servidoras do TJAL acompanham adesivagem de mesa em barra na orla da capital. Foto: Caio Loureiro

A campanha #NãoSeCale, que incentiva a denúncia de violência contra a mulher, está presente em alguns dos bares da orla marítima de maceió. Nesta sexta-feira (14), houve afixação de adesivos de conscientização de que o silêncio não protege vítimas de violência, razão pela qual é necessário denunciar os agressores.

Iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), a campanha foi desenvolvida pela Diretoria de Comunicação Social (Dicom) da Corte de Justiça e prevê ainda ações pontuais de orientação ao público sobre as consequências das várias formas de violência.

Para a juíza Marcella Garcia, integrante da Coordenadoria da Mulher do Judiciário estadual, é preciso denunciar a violência contra a mulher. “O silêncio não protege!”, alerta a magistrada. Nesta sexta, ela acompanhou a afixação de adesivos da campanha em três estabelecimentos da orla da capital.

“A campanha é permanente e pretende se perpetuar. Quando a gente informa a mulher sabe onde procurar ajuda. Assim, poder judiciário e segurança pública conseguem protegê-la”, comentou a magistrada Marcela Garcia, enquanto acompanhava adesivagem das 78 mesas da barraca Lopana.

Intervenção para proteção

O empresário Eduardo Sales, sócio do Lopana, disse já ter visto diversos caos de violência, razão pela qual houve necessidade de intervenção para proteção de mulheres. “Muitas vezes, foi necessário inibir para que a violência não evoluísse”, comentou.

Osiel da Costa, gerente da barraca Pedra Virada, em Ponta Verde, disse ser comum  ver diversos tipos de violência contra a mulher e que essa campanha vai ajudar bastante na conscientização dos clientes do estabelecimento.

“Tem muita violência contra mulher. É bom que eles se orientem, principalmente no carnaval, quando bebem demais, passam dos limites e querem brigar com mulheres. Isso não é certo”, explicou Osiel, em entrevista à TV Tribunal.

Empresário Eduardo Sales já precisou intervir para conter violência contra mulher em bar de Maceió 

Como combater violências

Para a servidora Érika Lessa, coordenadora da Sala Lilás, onde funciona a Coordenadoria da Mulher do Poder Judiciário de Alagoas, a ideia principal é poder levar informação sobre como combater essa violência tanto para mulheres como para homens.

“Quando a mulher vê o violentômetro ela desperta para buscar os seus direitos”, avisou, reforçando que a campanha é permanente. “Vamos entrar em outros restaurantes com os adesivos informativos. É importante conscientização para cessar esse ciclo de violência”.

As servidoras Margarida Melo, secretária da 1ª Câmara Cível do TJ, e Monique Santos, assistente social  do Juizado de Violência Doméstica da Capital, também acompanharam a adesivagem das quase 300 mesas nos três primeiros bares participantes da campanha.

Eryka Lessa, da Coordenadoria da Mulher do TJAL: ‘conscientização para cessar ciclo de violência”

Adesivos também em banheiros 

Clientes do camarote Celebration, na orla de Pajuçara, também vão ser impactados pelo adesivo do violentômetro quando forem aos banheiros. O material mostra os diversos níveis e violência contra mulheres e orienta sobre como pedir ajuda oficial.

A campanha prossegue neste sábado. Entre 8h e 9h, magistrados do TJAL vão conscientizar foliões, perto da concentração do bloco Pinto da Madrugada.

Maikel Marques com informações de André Risco, da TV Tribunal

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