6 de novembro de 2019

Entidades debatem projeto que garante emprego a mulheres vítimas de violência

Presidente da Comissão da Mulher da OAB/AL apresenta detalhes do projeto a entidades parceiras.Presidente da Comissão da Mulher da OAB/AL apresenta detalhes do projeto a entidades parceiras. Foto: Diego Silveira

Representantes da Rede de Proteção à Mulher se reuniram, nesta quarta-feira (6), para debater o projeto “Tem Saída”, que visa garantir capacitação e emprego para vítimas de violência doméstica em Alagoas. O encontro ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), no bairro Jacarecica.

“O projeto trará a chance de as mulheres se libertarem. A maioria sofre violência porque não tem independência financeira”, afirmou Erika Lima, representante do Tribunal de Justiça no encontro.

O “Tem Saída” é uma iniciativa da OAB/AL, por meio da Comissão Especial da Mulher e da Caixa de Assistência dos Advogados de Alagoas. O objetivo, segundo a presidente da comissão, Anne Caroline Fidelis, é implementar o projeto até o final do ano.

“O Judiciário vai ter papel fundamental. Um dos requisitos para que as mulheres sejam inseridas é que elas já tenham acionado o sistema judicial, ou seja, já tenham efetuado a denúncia e estejam com casos acompanhados”, explicou.

Além da OAB/AL e do TJAL, o “Tem Saída” conta com a participação da Defensoria Pública, Ministério Público, Secretaria da Mulher, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres e órgãos da Segurança Pública.

“O objetivo é ajudar para que mulheres em situação de violência e vulnerabilidade sejam inseridas no mercado, rompendo o ciclo de violência. Há pesquisas que mostram que cerca de 30% das mulheres que permanecem no relacionamento abusivo o fazem em virtude da dependência econômica”, afirmou a presidente da comissão.

Representantes de diversos órgãos debateram o projeto nesta quarta-feira (6). Foto: Diego Silveira

Ainda segundo Anne Caroline Fidelis, estão sendo feitos contatos para que empresas de diferentes áreas sejam parceiras. Atualmente cinco já fazem parte do projeto.

“A proposta é que elas destinem cerca de 5% de suas vagas para essas mulheres. As empresas que entrarem no projeto terão uma divulgação em relação a sua responsabilidade social. Também pretendemos promover uma premiação pública e dialogar com outros órgãos, como Secretaria da Fazenda e Ministério Público do Trabalho, tentando encontrar formas de outros benefícios”, afirmou a presidente da comissão, ressaltando que, quanto mais empresas se interessarem e participarem do projeto, mais mulheres serão beneficiadas.

As empresas que tiverem interesse em aderir à iniciativa podem procurar a Comissão Especial da Mulher da OAB/AL.

Diego Silveira
 – Dicom TJAL

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