11 de setembro de 2019

TRT/AL, MPT e SRT falam sobre assédio moral em visita a hospital

Na manhã da última sexta-feira (06.09), representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), Ministério Público do Trabalho (MPT/AL) e Superintendência Regional do Trabalho (SRT/AL) visitaram as instalações do Hospital Sanatório. O objetivo foi conversar com coordenadores e chefes de setores sobre os temas ambiente laboral saudável e assédio moral no trabalho, debatidos em julho durante o 1º Seminário sobre Violência e adoecimento mental do trabalhador, promovido pelas três instituições.

As juízas do Trabalho Bianca Calaça e Carolina Bertrand, gestoras regionais do Programa Trabalho Seguro no TRT/AL, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Rafael Gazzaneo, e o auditor-fiscal do Trabalho Elton Machado foram recebidos pelo diretor administrativo Júlio Bandeira, e pela coordenadora de psicologia hospitalar Patrícia Vasconcelos.

O diretor fez um histórico do funcionamento do hospital, que tem 74 anos de prestação de serviços,  e cerca de 1 mil empregados, entre funcionários e colaboradores. A unidade hospitalar tem 160 leitos, realiza cerca de 500 cirurgias por mês e atende 10 mil pacientes mensalmente. Além disso, o Sanatório também presta suporte de atendimento para o Hospital Geral do Estado. A receita do hospital, segundo ele, é oriunda de convênios e do Sistema único de Saúde (SUS), e no momento está sofrendo restrições financeiras em virtude dos problemas estruturais no solo do Pinheiro, o que ocasionou a redução do número de pessoas que procuram o hospital para os diversos procedimentos de saúde, com receio de transitar no bairro.

Ainda,  segundo o diretor Julio Bandeira,  o funcionamento do hospital exige uma série de protocolos e procedimentos. “Nos preocupamos com a saúde de todos. Nossos trabalhadores participaram do seminário realizado pelo TRT. Vi a cartilha que foi distribuída no evento e gostei muito do material sobre assédio moral. É preciso ter consciência sobre assédio moral e sexual. Temos também preocupação com os trabalhadores daqui, pois estão apreensivos com os problemas que ocorrem no bairro do Pinheiro. Pois, há casos de pessoas que trabalham no hospital e residem no bairro”, observou.

Após conhecer as diversas áreas e instalações do complexo hospitalar as juízas do Trabalho Bianca Calaça e Carolina Bertrand, o procurador Rafael Gazzaneo, e o auditor-fiscal Elton Machado, se reuniram com os trabalhadores e falaram sobre  assédio moral.

A juíza Carolina Bertrand falou que a estrutura física dos ambientes de trabalho é muito importante, bem como a saúde organizacional deve ser relevante. “Precisamos primeiramente, cuidar de nossa casa interior. Tudo repercute no mental, a saúde física, o convívio familiar, as relações de trabalho e o ambiente social”, ressaltou.

Em sua fala, a juíza Bianca Calaça abordou o tema “Violência no Trabalho”, assunto escolhido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o biênio 2018/2020. Ela destacou  a importância de um local de trabalho sadio, que realize a pessoa com o talento que tem. Pediu para que todos observem as mudanças comportamentais nos colegas, que procurem os canais de denúncias. Na ocasião, foram distribuídas as “Cartilhas de Prevenção ao Assédio Moral – Pare e Repare, por um ambiente de trabalho positivo”. O material havia sido solicitado ao TRT pela própria direção do Hospital.

A gestora disse de que o Brasil é o 4º no mundo em acidentes de trabalho e que é preciso trabalhar com prevenção. “Antes a Justiça do Trabalho só era procurada quando havia acidente de trabalho ou quando o trabalhador falecia. Isso era preocupante. Hoje, há trabalhos de conscientização para a cultura da prevenção. Isso tem repercutido. Estamos justamente aqui, convidados por vocês,  em função do seminário que realizamos em julho no TRT/AL, em alusão à programação do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, celebrado em 27 de julho, o qual reuniu trabalhadores da saúde, dos âmbitos públicos e privados para discutir sobre assédio moral”, afirmou.

O procurador-chefe do MPT, Rafael Gazzaneo, falou da relevância de se discutir com a sociedade sobre o tema assédio moral. “Há reparações com indenizações. Estamos à disposição para receber denúncias”, disse, explicando que estas podem ser feitas de maneira direta no próprio trabalho, se houver uma ouvidoria; no MPT, com a opção de se identificar ou não. Bem como, conversar diretamente com ele, que tomará as oportunas providências. “Todavia, queremos que vocês abram a mente. Queremos prevenção”, disse.

O auditor-fiscal do Trabalho Elton Machado falou que os trabalhos de fiscalização estão se deparando cada vez mais com situações críticas, a exemplo de síndrome do pânico, transtornos mentais e suicídios. “Só com ferramentas convencionais de fiscalizações não vamos conseguir atender demandas. Ações como essas são muito produtivas. As organizações não podem se isolar, virar as costas. Vocês gestores são pontes. Vamos trabalhar para diminuir dores e tristezas”, observou.

Ascom TRT/AL

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