6 de abril de 2016

Videoconferência reduz pela metade suspensão de audiências em Alagoas

Além de acelerar os processos, implantação da tecnologia diminuiu os gastos do Estado com o transporte de presos

Fotos: Caio LoureiroPara Washington Luiz, os bons resultados da videoconferência mostram o sucesso do programa

Para Washington Luiz, os bons resultados da videoconferência mostram o sucesso do programa

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz, o secretário estadual de Ressocialização, Marcos Sérgio, e magistrados das unidades judiciárias criminais de Alagoas estiveram reunidos, nesta quarta (6), para apresentar os resultados obtidos com as videoconferências. Desde fevereiro, foram realizadas 448 audiências por meio da ferramenta. No mesmo período, o número de audiências suspensas caiu pela metade.

Devido aos resultados positivos, o Poder Judiciário e a Secretaria de Ressocialização estudam a implantação da quarta sala de videoconferência no sistema prisional da Capital. Atualmente, são três em Maceió e duas no Presídio do Agreste. “Todos estão muito satisfeitos com a aplicação do sistema e os números demonstram que ele está funcionando muito bem, na mais perfeita normalidade”, disse o presidente Washington Luiz. Para o secretário Marcos Sérgio, o projeto tem sido um sucesso. “É um instrumento importantíssimo para a consumação da Justiça”, destacou.

A ferramenta custou R$ 3 milhões à Justiça alagoana. Além de acelerar os processos, a implantação da videoconferência reduziu os gastos do Estado com o transporte de presos, dos presídios para as unidades judiciárias. Muitas vezes, as audiências precisavam ser remarcadas por conta do não comparecimento dos detentos. O sistema de videoconferência, implantado em todas as varas criminais e no Tribunal, utiliza o data center do TJ/AL, onde são feitas a gerência e a gravação das audiências. Não há risco de interceptação, vazamento de informação ou de perda da gravação.

Para evitar congestionamentos no uso da ferramenta, os magistrados contam com o Sistema de Marcação de Videoconferências (Simavi), que permite o agendamento de audiências entre as unidades judiciárias e o sistema prisional.

Robertta Farias – Dicom TJ/AL

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