4 de novembro de 2015

PSA elevado pode não ser sinal de câncer de próstata, diz urologista

Atire a primeira pedra quem nunca leu exames antes do médico. É natural querer saber o resultado do exame antes mesmo do médico. O problema é quando o paciente não entende o que está escrito, faz uma leitura errada das informações e começa a sofrer por antecedência, esperando pelo pior. É o caso do exame de PSA, obtido a partir da coleta sanguínea. O PSA pode se mostrar elevado por diversos fatores sem nenhuma vinculação ao câncer de próstata. Entre eles estão a idade, processos infecciosos (prostatite), aumento benigno da próstata e infarto prostático (obstrução de algum vaso sanguíneo). Da mesma forma como um PSA alterado pode ou não ser câncer, um PSA normal pode dar o falso diagnóstico de que tudo está em ordem. O urologista Mário Ronalsa, integrante da Sociedade Brasileira de Urologia, seccional Alagoas, explica que o PSA não consegue “enxergar” 20% dos tumores de próstata conhecidos, daí ele ser considerado um exame auxiliar do toque retal. “Esse grupo de tumores que não possui expressão laboratorial do PSA é diagnosticado com mais frequência em pessoas mais jovens, abaixo dos 60 anos. São geralmente tumores agressivos e metastáticos, ou seja, se espalham por todo organismo”, esclareceu Mário Ronalsa. A recomendação para os homens sem histórico de câncer de próstata na família é fazer o toque retal e exame de PSA a partir dos 50 anos, prosseguindo o rastreamento até 80 anos. Já quem tem histórico da doença na família (pai e irmãos) deve começar aos 45 anos.

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