16 de outubro de 2015

Missão do BID discute projeto de turismo e inclusão produtiva

Especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estiveram em Maceió de 13 a 15 de outubro reunidos com o secretário municipal de turismo, Jair Galvão, e outros representantes da Prefeitura Municipal ligados às secretarias de Habitação e Planejamento. A missão reuniu-se para desenhar o projeto focado em turismo e inclusão produtiva das comunidades tradicionais do Jaraguá, do Pontal da Barra e da orla da Lagoa Mundaú, a ser viabilizado com recursos a fundo perdido do Fundo Multilateral de Investimentos do Banco -Fumin. De acordo com a especialista setorial do órgão, Luciana Botafogo, o projeto vai permitir que os moradores locais sejam beneficiados economicamente com as intervenções urbanas previstas com o projeto do Centro Pesqueiro do Jaraguá e a requalificação da orla lagunar da cidade, através de um empréstimo do Banco. Para isso, estão sendo discutidas estratégias de incremento e geração de renda baseadas na vocação natural e cultural específica de cada comunidade. A viabilidade do projeto será avaliada pelo banco até o fim de 2015. A missão também envolveu analistas do BID sediados em Washington D.C, que estiveram na cidade para avaliar quesitos sociais e ambientais das áreas que serão beneficiadas. Jair Galvão ressalta que a iniciativa envolve o beneficiamento da população de baixa renda, mas também o resgate da cultura tradicional de Maceió. “É uma proposta inovadora porque integra diferentes bairros da cidade, estimulando um olhar diferenciado para as comunidades tradicionais, vilas de pescadores, associações de artesãos, resgatando a identidade cultural da cidade”, comenta o secretário. Segundo ele, além do forte viés de inclusão produtiva, o projeto tem potencial para criar novos roteiros turísticos na capital. “Podemos melhorar a qualidade e agregar valor aos produtos beneficiados nesses bairros, como o pescado, o sururu e nosso artesanato original. A ideia, inclusive, é criar nesses locais novos espaços públicos de comercialização, que podem se tornar atrativos turísticos”, explica o secretário. Galvão estima que deve ser investido nessa estratégia um milhão e meio de dólares, beneficiando diretamente o turismo. “Os viajantes cada vez mais buscam experiências diferentes, buscam originalidade e interação com as comunidades para se conectar com a identidade local dos lugares. Essa é a grande oportunidade para diversificar nossa oferta”, afirmou. Além dos novos produtos turísticos, a ideia, segundo Luciana Botafogo, é criar um modelo de gestão integrado dessas comunidades que se transformem em uma referência a ser replicada em projetos urbanísticos de outros destinos do País. “Nosso principal desafio é mobilizar a população de baixa renda para que todos sejam contemplados economicamente através de capacitação, consultoria e trabalho associativo”, conta a especialista. Também participou da construção da proposta representantes do Sebrae e o presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade – IABS, Luis Tadeu Assad. O órgão vai assumir a função de agência implementadora do projeto, graças a sua expertise de execução de outros projetos do BID em Alagoas. Tadeu explica que o Instituto tem atuado no estado em projetos que têm foco na melhorar o índice de desenvolvimento humano (IDH) da população. “Com esse novo projeto, nossa expectativa é colaborar para diminuir a vulnerabilidade de moradores que foram excluídos do processo de desenvolvimento econômico do destino”, conta o dirigente.

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