7 de setembro de 2015

Renan Filho dialoga com movimentos sociais

Há quinze anos, um governador de Alagoas não conversa com integrantes do Grito dos Excluídos, durante o desfile cívico da Independência. Renan Filho, nesta segunda-feira, 7, foi ao encontro do movimento e ouviu suas reivindicações. Carlos Lima, liderança da Comissão Pastoral da Terra, resumiu a iniciativa como democrática e positiva. “É assim que se faz democracia, ouvindo o pleito das massas”, destacou. “É um ato democrático vir para o meio do povo, se comunicar e se comprometer com algumas questões. Foi muito importante. Deu a demonstração que o diálogo vai prevalecer”, ressaltou Carlos Lima elogiando a postura do governador que respondeu pontualmente as pontuações dos manifestantes. No meio do povo, Renan Filho deixou bem claro que sempre respeitou o homem do campo e suas demandas. Ele elogiou a manifestação pacífica e ordeira do Grito dos Excluídos em Alagoas e se colocou à disposição para conversar sempre com o Executivo. “Fiz questão de vir aqui receber os movimentos sociais, que têm sua legitimidade completa. Nós estamos buscando, com diálogo, com respeito e com muita serenidade, no momento em que o país vive profundas transformações, ouvir todos os segmentos. Os trabalhadores do campo, os trabalhadores rurais, sempre tiveram meu respeito e vão continuar a ter, afinal de contas o governo tem que atuar em todas frentes respeitando todos os segmentos”, destacou Renan Filho. O governador frisou a união de esforços para continuar aproximando o governo do povo. Parabenizo pela manifestação pacífica, ordeira e organizada. E todas as vezes que as pessoas se posicionam democraticamente, elas colhem o apoio da sociedade e é baseado nisso que vamos trabalhar para uma Alagoas melhor”, ressaltou Renan Filho. Irmã Rauligletia Silva, da Igreja Católica, falou em nome dos movimentos sociais presentes no Grito dos Excluídos. Diante do governador de Alagoas, a religiosa enfatizou a súplica dos manifestantes por mais políticas sociais e democracia. “Rezamos para que essa realidade seja comum em Alagoas”, descreveu a irmã Rauligletia Silva, em coro com os demais integrantes dos movimentos sociais. Por fim, Carlos Lima solicitou ao chefe do Executivo alagoano que apurasse de perto o caso do menino Davi, morto este ano, no Complexo Habitacional Benedito Bentes. Além do pleito apresentado, os pontos cobrados pelos manifestantes dizem respeito a um investimento maior em educação e cultura. Em resposta, Renan Filho confirmou que a Polícia Civil será acionada para entrar em contato com o movimento e assim trabalhar para pôr fim a impunidade. “Foi um compromisso nosso, reduzir a taxa de homicídios. Tínhamos uma taxa de resolutividade de crimes muito baixa, evoluímos. Devemos ir além; foi isso que também ajudou a reduzir a taxa de homicídio este ano. E espero que todos os crimes contra a vida sejam resolvidos e os infratores presos, por que só assim, acabaremos com aquilo que retroalimenta a violência”, completou o governador. Sobre as demais reivindicações, a análise de Renan Filho é clara e ele as apoia. “Acho-as todas justas, vou decidir sobre elas. Tenho tratado francamente sobre a Educação. A Assembleia Legislativa aprovou o reajuste dos professores recentemente [7%], um dos maiores aumentos de todo o Brasil. Mas precisamos trabalhar mais. A pauta específica da Educação nós já discutimos com o sindicato [Sinteal], abrimos a escola em tempo integral; em 2016, teremos 14 escolas em tempo integral. E vamos continuar seguindo assim, francamente, tratando com muita serenidade as questões, pois é isso que o povo espera de nós, em um momento de muita dificuldade, onde o Brasil encontra muita dificuldade de se manter de pé, possamos nós manter Alagoas de pé, sólidos, ao lado do povo, ao lado dos movimentos sociais”, finalizou o governador.

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