21 de setembro de 2015

Mel e Derivados: Câmara setorial vai estimular a apicultura e organizar o setor

O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, recebeu as entidades que representam o setor da apicultura e melipolinicultura em Alagoas, o ofício que solicita a criação da Câmara Setorial do Mel e Derivados. Vasconcelos assegurou celeridade no processo e confirmou, sobretudo, apoio do Governo de Alagoas. De acordo com o presidente da Federação Alagoana dos Apicultores e Melipolinicultores, Diego dos Anjos, Alagoas tem um grande potencial nessa área, que precisa ser melhor explorado. “Precisamos tomar diversas providências, e a Câmara Setorial seria o fórum ideal para buscar o desenvolvimento do segmento entre todos os elos da cadeia”, disse o presidente. De acordo com o secretário de Agricultura, todos encaminhamentos necessários à criação da Câmara Setorial serão adotados com a maior celeridade possível. “Vamos tomar todas as providências e buscar a criação da câmara nos próximos dias. A apicultura é uma atividade importante para o Estado, servindo de alternativa para o produtor rural em meio à crise do setor sucroenergético. Com a câmara, os apicultores poderão discutir alternativas para retomada do crescimento, ampliação do mercado e aprimoramento de técnicas produtivas”, disse Vasconcelos. A criação da Câmara Setorial atende a uma demanda apresentada pelo próprio segmento durante a reunião promovida pelo Governo do Estado, por meio da Seagri, no mês de março, onde foram debatidas as diretrizes e metas para o desenvolvimento da atividade em Alagoas. Em julho, o formato da Câmara começou a ser desenhado. Em sua composição, 27 entidades terão membros titulares e suplentes, entre elas a Seagri, o Sebrae, bancos oficiais, cooperativas e associações de produtores. Na avaliação da analista da Unidade de Agronegócios do Sebrae em Alagoas, Jacqueliny Martins, responsável pelas ações da instituição voltadas para a apicultura, o apoio e a atenção dadas pelo Governo do Estado têm sido fundamentais para o desenvolvimento da atividade. “Nos últimos meses, percorremos um caminho que não havíamos conseguido percorrer em anos. A Seagri e o Governo merecem toda a gratidão dos produtores e das entidades parcerias. Agora, vamos sentar com outras instituições que trabalham com a apicultura para somar esforços e alinhar as ações no mesmo sentido”, disse a analista. Atualmente, o setor também recebe o apoio de duas unidades do Programa de Arranjos Produtivos Locais, o APL Apicultura Litoral e Lagoas e o APL Apicultura no Sertão, que atendem aproximadamente 500 apicultores de 38 municípios. Além do mel, os produtores alagoanos também se dedicam à extração da própolis vermelha, utilizada em tratamentos medicinais e cosméticos.

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