15 de setembro de 2015

Comissão de Saúde da Câmara debate avanços e desafios da Rede Cegonha

A Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal de Maceió realizou nesta terça-feira (15) mais uma audiência pública. Desta vez, os avanços e os desafios da Rede Cegonha nortearam os debates. Instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde em 2011, a rede visa garantir à mulher o direito ao pré-natal, ao parto humanizado e ao puerpério, que é o período de readaptação do corpo da mulher após o nascimento do bebê. Presidente da Comissão de Saúde, a vereadora Heloísa Helena (PSOL), ao lado do vereador Luiz Carlos (DEM), também membro da Comissão, conduziu o debate que começou com a apresentação da coordenadora da Rede Cegonha em Maceió, Suzângela Mendonça. Entre os dados que ela exibiu no telão, um deles demonstra que o número de cesarianas caiu nos últimos três anos. De 2013 até junho de 2015, o percentual da cirurgia passou de 63% para 50%. A baixa resolutividade das unidades básicas de Saúde no atendimento às gestantes estaria gerando demandas incompatíveis com a capacidade de hospitais de referência para média e alta complexidade, como a Santa Mônica, em reforma, mas com previsão de normalizar o atendimento no próximo mês. Em 2014, segundo Suzângela, nasceram em Maceió 66% de todos os bebês de Alagoas. Ao todo, a Rede Cegonha possui 359 leitos, sendo apenas 34 de UTI Neonatal, quantitativo considerado baixo pela coordenadora. A enfermeira Maria Elisângela Torres representou a maternidade Santa Mônica na audiência. Ela reconheceu o caos pelo qual a unidade passou recentemente e elencou avanços na assistência às gestantes após a criação da Rede Cegonha em 2011. “A rede organizou o fluxo de gestantes e o fluxo financeiro da assistência. A população ganhou muito com isso”. Segundo ela, a resolutividade que a Santa Mônica oferecia, com exames feitos na própria unidade, atraia a demanda. Ela destacou a importância acadêmica da maternidade, que serve de laboratório para estudantes dedicadas em buscar melhorias para o serviço. Integrante do Conselho Estadual de Saúde e membro da Pastoral da Criança, Maria Borges cobrou empenho do poder público tanto para ampliar a assistência às gestantes quanto para diversificar os serviços oferecidos pela Rede Cegonha, com objetivo de humanizar mais o atendimento. “Uma das principais queixas que recebemos no Conselho é referente ao acolhimento”, disse ela, sugerindo experiências bem-sucedidas. “Na Pastoral da Criança, já realizamos ações de atendimento contínuo, com massoterapia e orientações sobre a vacinas e alimentação. São ações simples, mas que dão resultado”. O vereador Luiz Carlos ressaltou a importância das audiências públicas. “Em momentos como estes, temos a oportunidade de conhecer a fundo os programas desenvolvidos no município. A Comissão de Saúde da Câmara elaborou uma extensa agenda de audiências, para discutir por setor a saúde pública de Maceió. Na próxima quinta-feira, iremos discutir as doenças crônico-degenerativas e cardiovasculares, com objetivo de identificar problemas na assistência aos pacientes e tentar, conjuntamente, encontrar soluções”, explicou o parlamentar, agradecendo a presença de estudantes e técnicos da prefeitura. Antes de encerrar o debate, a vereadora Heloísa Helena também agradeceu a dedicação de quem compareceu à audiência e reforçou o convite para os próximos encontros. Veja a seguir: 17 de setembro: Doenças crônico-degenerativas e cardiovasculares (oncologia, doenças cardíacas, etc.) 22 de setembro: Acessibilidade 23 de setembro: Reforma das unidades (UPA’s, PAM Salgadinho) 29 de setembro: Violência contra a juventude e alternativas para superação dos problemas 1º de outubro: Perfil da enfermagem em Alagoas 6 de outubro: Atenção à saúde animal – Centro de Zoonoses 07 de outubro: Prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde.

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