5 de dezembro de 2018

Gestores da assistência social discutem combate ao trabalho infantil no verão

Municípios com maiores índices de trabalho infantil no verão definem estratégias para coibir essas situações

Gestores de 21 municípios alagoanos que registram aumento de situação de trabalho infantil durante o verão, se reuniram nesta quarta-feira (5) na Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) para definir as estratégias que serão adotadas até fevereiro, período com maior concentração de fluxo turístico nessas cidades.

A pasta da Assistência Social, com apoio do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fetipat/AL) e Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), articulou a campanha “No verão, trabalho infantil não!”, para que os municípios litorâneos e ribeirinhos orientem a população local e os turistas sobre os prejuízos que essa prática traz à vida de crianças e adolescentes.

Entre as estratégias de atuação previstas está a fiscalização, em locais de grande aglomeração de pessoas, além da prevenção por meio de panfletagem e abordagem feita por técnicos municipais. Em caso de constatação de situação de trabalho infantil, a população será orientada a procurar uma autoridade policial no local ou formalizar a denúncia pelo Disque 100. Há ainda os aplicativos para smartphones Proteja Brasil e MPT Pardal. Em todos os casos, a denúncia é registrada e encaminhada ao órgão responsável.

A superintendente de Assistência Social da Seades, Elis Correia, afirma que o trabalho infantil é uma realidade que não se restringe apenas a grandes cidades. Para ela, a falta de consciência das famílias sobre o limite entre a atividade aceitável e a exploração do trabalho infantil, torna mais difícil a identificação da maioria dos casos.

“Estamos orientando os municípios para que façam esse trabalho de conscientização da população, porque isso é algo que tem começar em casa, nos lares dessas famílias que enxergam no verão uma possibilidade de renda extra e, para isso, acabam colocando em risco a saúde do filho. A continuidade da exploração do trabalho infantil pode alimentar um ciclo difícil de quebrar”, ressaltou.

O trabalho infantil nas praias é considerado uma das piores formas, de acordo com classificação adotada por vários países para definir as tarefas que mais trazem riscos à saúde, ao desenvolvimento e à moral das crianças e dos adolescentes, determinadas pela Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).

Renata Bello/Ascom Seades

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