9 de fevereiro de 2018

AL mantém superávit e tem perspectiva estável aponta Standard & Poor’s

Publicação destaca perspectiva estável reflete nossa visão de que Alagoas continuará registrando superávit operacional

Publicação destaca perspectiva estável reflete nossa visão de que Alagoas continuará registrando superávit operacional

Alagoas tem mantido superávit tanto operacional quanto depois de ter realizado investimentos, mesmo com as condições socioeconômicas desafiadoras e as restrições orçamentárias. A avaliação é da Standard & Poor´s (S&P Global Ratings), que atribuiu ao Estado nota BB- em escala global (a mesma dada ao País) e brA+ na escala nacional. Segundo a avaliação, a perspectiva dos ratings em ambas as escalas é estável.

Pela primeira vez, Alagoas passa a contar com uma avaliação externa de risco, divulgada na quinta-feira (8) por uma das maiores agências de avaliação (rating) internacional, a S&P. O cenário aponta para a elevação dos investimentos, financiados por novos empréstimos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal (CEF), por fundos da União e por recursos próprios.

“Foi uma avaliação muito positiva. Desde 2015 que a gente trabalha isso” afirmou o governador Renan Filho que, ao lado do secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, apresentou à imprensa, na manhã desta sexta-feira (9), no Palácio República dos Palmares, o estudo feito pela S&P.

Coletiva de apresentação de resultados avaliação é da Standard & Poor´s (S&P Global Ratings). (Foto: Márcio Ferreira)

“Alagoas, historicamente, antes do nosso Governo, sempre teve a avaliação de rating “D”, que é a pior entre os estados brasileiros. Nós mudamos para C e depois para B. Isso pela avaliação do Tesouro Nacional, que é uma avaliação do Governo Federal. Agora, a Standard & Poor’s, uma das principais agências de avaliação do mundo, analisou Alagoas de forma independente, conferindo ao Estado a mesma nota de risco do Brasil. Isso pra nós e muito significativo, porque estamos na parte do País mais pobre e ter uma análise de risco semelhante à análise nacional demonstra que Alagoas tem feito o dever de casa no sentido de sustentação fiscal, o que garante investimentos para melhorar as políticas públicas”, avaliou Renan Filho.

Entre os critérios utilizados para compor o estudo, os tópicos melhor avaliados foram: gestão financeira e desempenho orçamentário. O resultado foi alcançado a partir de dados fornecidos pelo Estado. Economia, segurança, saúde e informações históricas sobre aspectos sociais ajudaram a agência a compor um panorama completo da atual situação alagoana.

O objetivo do estudo foi verificar o risco de crédito que o Estado oferece, bem como suas possibilidades de desenvolvimento a curto e a longo prazos. George Santoro afirmou que, a partir de agora, Alagoas começa a ser vista com outros olhos.

Coletiva de apresentação de resultados avaliação é da Standard & Poor´s (S&P Global Ratings). (Foto: Márcio Ferreira)

“Ontem mesmo, após a divulgação do relatório no mercado, algumas instituições financeiras já me ligaram: umas oferecendo créditos, outras parabenizando. Isso é uma mudança de olhar. Muitas pessoas não acreditavam que a gente tinha realmente mudado de patamar. Com o relatório de uma agência muito importante no mercado financeiro, ganhamos uma credibilidade internacional da gestão como um todo e isso faz com que aquele investidor que está procurando colocar o seu dinheiro em novos negócios, olhe para Alagoas com outros olhos”, observou Santoro.

DÍVIDA

A redução da carga de dívida e os altos níveis de caixa também refletem as práticas de gestão financeira razoavelmente prudente do Estado. “A perspectiva estável reflete nossa visão de que Alagoas continuará registrando superávit operacional e após capex [investimentos], em meio à redução na carga de dívida e aos níveis de caixa que cobrem confortavelmente o serviço de sua dívida nos próximos 12 meses”, diz a publicação.

Acrescenta ainda que os ativos líquidos e o caixa líquido de Alagoas são suficientes para cobrir 1.5x do seu serviço da dívida nesse período, que estima-se em torno de R $ 530 milhões, sendo fruto de uma experiente administração que vem implementando importantes mudanças fiscais, desde que o governo Renan Filho assumiu em 2015.

Coletiva de apresentação de resultados avaliação é da Standard & Poor´s (S&P Global Ratings). (Foto: Márcio Ferreira)

“Nós reduzimos em quase 50% o endividamento do Estado de Alagoas em três anos. Esse Estado que parecia que tinha nascido para se endividar, para dever e não pagar, para não fazer investimentos, agora começa a mudar. Isso é muito significativo e não é o governador Renan Filho, nem o secretário George Santoro e nem o Tesouro Nacional que estão dizendo, quem está dizendo é a Standard & Poor’s, uma agência de análise de risco independente e que faz um trabalho reconhecido mundialmente, cuja análise tem respeitabilidade no mercado”, destacou o governador.

A S&P relata que a administração vigente implementou medidas para fortalecer a arrecadação e modernizar a gestão pública, reduzido o quadro de funcionários em órgãos estatais e cortando gastos em várias frentes. Além disso, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) vem empregando esforços para utilizar ferramentas de transparência ecompliance nas contas públicas, entre outros instrumentos de planejamento fiscal de médio prazo, fatores que pesaram positivamente para a nota.

A empresa ressaltou, ainda, que apesar de o Estado ser um dos mais pobres do País, tem buscado formas de diversificar sua economia, mediante estímulo aos setores de produtos químicos, plástico, cerâmica e móveis. Mas, ao mesmo tempo, isso exerce uma pressão nos gastos pela necessidade de dotar o Estado de uma infraestrutura e a S&P estimou que Alagoas gastará cerca de R$ 3 bilhões com saúde, educação, rodovia e saneamento básico.

A agência internacional constatou também que com o amplo apoio do legislativo local, o governador Renan Filho conseguiu aprovar reformas relevantes, como limite de gastos e a previdenciária (previdência complementar do Estado).

“Alagoas entra num ciclo virtuoso. Tem algumas unidades da Federação que estão num ciclo vicioso, de dificuldade do serviço público, e isso cria um ambiente negativo. O que está acontecendo em Alagoas é um ambiente positivo”, finalizou Renan Filho.

Severino Carvalho com Ascom Sefaz

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